segunda-feira, 17 de março de 2014

Para aprendizes e pré-oficiais

É muito importante para quem começa nesta actividade saber:
   Primeiro essa pessoa deve gostar mesmo da profissão.
   Deve estudar e aprender desenho,porque a prática é boa mas sem teoria não serve.
   Deve ter muita força de vontade para aprender.
   Deve ser honesto e pontual.
   Usar o serrote de cortar ferro.
   Saber limar e conhecer as limas mais usuais.
   Saber medir tanto com a fita métrica como com o paquímetro  com o micrómetro
   Conhecer o tipo de ferramentas mais usuais.
   Saber roscar furos assim como as respectivas brocas a usar.
   Familiarizar-se com a máquina de soldar eléctrica.
   Saber quais os machos mais usuais,assim como as tarraxas.
   Saber as medidas mais usuais tanto em mm como em polegadas.
   Aprender a achar os centros das peças usando vários instrumentos.
   Aprender a cortar com o equipamento de oxí-corte.
   Manejar rectificadoras tanto rectas como angulares .
   E um sem número de coisas que depois irá tomando conhecimento.
   Tudo isto e muito mais se vai adquirindo com o tempo,mas à que ter muita paciência e força de vontade.
   
   Seguidamente alguns conselhos que farão você ter um bom ambiente de trabalho:
   Ser ambicioso mas não em demasia.
   Aceitar as ordens tendo em mente que estas fazem parte da sua profissão.
   Não atropele os colegas tendo como objectivo a sua superação profissional.
   Não seja alcoviteiro,isso só traz mau ambiente no trabalho.
   Se algum colega vem falar mal de outro colega corra com ele.
   Não faça queixas dos seus colegas ao seu chefe,a não ser num caso extremo.
   Trabalhe tendo sempre em mente a sua superação sem prejudicar os seus colegas.
   Se não há onde estudar seja autodidacta,compre livros que também ensinam.
   Tenha os colegas de trabalho como amigos,embora muitas vezes seja quase impossível.
   Seja ordenado e meticuloso.
   Mantenha os locais de trabalho sempre limpos e arrumados.
   

   Começamos pelo ponto aprender a usar o serrote de cortar ferro.
   Por ser uma das ferramentas mais usadas na profissão é importante que maneje esta ferramenta o melhor possível,pois de a saber usar terá melhores resultados no trabalho.
   O serrote é composto por um arco com um cabo e sistema rápido de mudar a folha,ou sistema de porca de orelhas que é o mais antigo.
   Seguem fotos de ambos.

   

   

Serrote modelo antigo substituição de folha por 
porca de orelhas.












Serrote com sistema de mudar a folha rápido
modelo moderno  









                                                                                      
                                                                                  Quanto ao aprender a serrar há umas coisas que são essenciais:
   Primeiro tem que ter presente qual o tipo de material vai cortar.
   Segundo a folha a usar nesse material.
   Terceiro quando esteja a cortar não deve fazer muita força no arco,pois isso vai causar aquecimento na folha e portanto dificultar o deslizamento da folha, assim como destempera-la.
   Não deve fazer força no arco quando o movimento de vai a vem está no retrocesso,pois vai dar cabo dos dentes da folha.
   Para se cortar um material como deve ser, teremos que usar uma folha de 14 dentes num  material macio como plástico,pvc,fibra ebonite,etc,etc,.
   Para aços macios redondos chatos e quadrados usaríamos uma folha de 18 dentes.
   Para uma folha de 22 dentes cortaríamos ângulos de latão,cobre e tubos.
   Folha com 32 dentes cortaríamos tubos finos conduits de electricidade e chapas finas.
   Como devem ter reparado as folhas têm número de dentes diferentes conforme os materiais a cortar e essa identificação é dada com o número de dentes por polegada,portanto uma folha com 22 dentes isto quer dizer que esta folha tem 22 dentes por polegada.
   Se ao cortar alumínio verifica que os dentes da folha se estão a empapar use um pincel com gasóleo e verá o resultado.
   Quando estiver a cortar cobre ou aço inoxidável não serre muito tempo de seguido,nem muito rápido pois são materiais que aquecem muito e vão dificultar o deslizamento da folha ,e ao mesmo tempo danificar-la.
 Não esquecer que para fazer um corte bem direito,tem que manter o arco do serrote bem na vertical.
Existem vários tipos de folhas de serrote há de serrote mecânico,serrote de fita,serrote de disco e o manual claro.
   Seguem alguns exemplos destes tipos de ferramentas.


Serrote mecânico antigo.

   Serrote mecânico de fita.

Serrote de disco.


  Vamos agora passar ao assunto do limar,que é um pouco mais difícil de conseguir mas que com muita força de vontade se supera.
   Vamos conhecer alguns tipos de limas,as mais usuais quanto à sua forma(figura).

   
           
   As limas v~em de vários tamanhos formas e picadura.dupla que são as mais usadas,seguem exemplos:                                                                                                  

   É claro que falta falar nos cabos para as limas,há de madeira e de plástico.
   Os melhores são os de madeira porque duram mais e são mais leves e ainda agarram-se melhor,so de plástico escorregam muito com o suor das mãos.
   Bom para se  aprender a lima é preciso como é óbvio uma lima,mas convém que seja uma lima grossa e
uma fina.
   Necessita também um pedaço de material por exemplo aço macio(ferro)  pelo menos com 125 mm de comprimento X 60 mm de largura X 25 mm de espessura,e aí podemos começar a praticar tendo em conta o seguite,vai agarrar o cabo da lima com a mão direita,se não for canhoto,colocando o final do cabo no fundo da mão e fazendo um movimento de rotação com a mão vai agarrar a lima como deve ser para limar.
   Depois vai colocar a lima sobre o material e com a mão esquerda vai pressionar a lima contra o material começar a limar,não esquecer que a força feita pelas duas mãos deve ser de tal maneira que a lima se mantenha paralela ao material.
   Muito importante tal como no serrar a força não deve ser feita em demasia e igual que o serrar não deve fazer pressão quando a lima vem de retrocesso.
 Mantenha a lima o mais direita possível em relação ao material e sem fazer movimentos parecidos aos de um barco quando está mau tempo,assim e com muita paciência irá aprender a limar.
   Quando lhe começar a sair bolhas de água nas mãos,isso quer dizer que você se esta esforçando para aprender a limar  bom seria que limasse pelo menos duas horas por dia
   Quando você já tiver alguma prática deve começar a fazer um ajuste,que consiste em agarrar o esquadro de base e colocar na cara do material que fica na sua ferente e com a parte de cima do esquadro colocar na parte do material que você limou e verificar que não existe luz entre eles,só quando não existir luz entre a cara limada e o esquadro é que será considerado bom claro que isso leva tempo ,mas quando há vontade de aprender tudo isso é superado.
Quando você for capaz de por todas as caras do material à esquadria e sem luz,aí você já sabe limar.
Uma das provas que se fazia antigamente era ajustar um material sextavado numa fêmea também sextavada a que ficasse sem luz  e à esquadria.
Hoje tudo isso é feito com maquinas de eletroerusão,plasma,feixe electrónico ou outras.
   Desenhei mesmo à mão o que está aqui explicito,para ter uma ideia de como se faz.
  

.
 
 

   Por hoje termino,mais uma vez desejo que este material seja proveitoso para vocês.
   Passem bem,



                                                       MÁRIO SILVA























sábado, 15 de março de 2014

Para aqueles que querem aprender,aprendizes ou pré-oficiais

   Para todos aqueles que gostam desta profissão de serralheiro.
   Primeiro à que gostar da profissão.
   Segundo ter vontade de aprender a quantidade de ferramentas.
   Terceiro deve estudar e frequentar Curso de Formação aprender desenho.
   Quarto deve ter grande sentido de observação.
   Quinto ser obediente e pontual. 
   Sexto ter muita força de vontade para aprender.
   Sétimo ser ambicioso,não em demasia.
   Oitavo ser humilde não pensar que ele é que sabe tudo.
   Nono não ligar a intrigas entre companheiros
   Décimo ser cuidadoso com tudo.
  Havia talvez mais pontos a que chamar a atenção, mas creio que com estes já se pode ser um bom profissional nesta profissão.
   Vamos começar por falar das ferramentas mais usuais e que são da maior importância.
   Todos nós sabemos que a caixa de ferramentas não pode faltar,agora o conteúdo que começamos pelo        Martelo de bola e seguimos:
   Punção de bico                                                              Alicate universal
   Fita métrica                                                                    Serrote para ferro
   Riscador                                                                        Jogo de chaves de bocas
   Esquadro 90º de base                                                    Jogo de chaves exagonáis  ou sextavado interior
   Esquadra de 45º ou meia esquadria                                Escopro ou cinzel
   Esquadro de centros                                                      Buril
   Régua de aço de 30 cms                                                Apalpa folgas ou calibrador de folgas
   Compasso de bicos                                                        Nível
   Compasso de pernas ou de interiores                              Tira linhas
   Compasso hermafrodita ou de perna e bico                     Fio de prumo
   Rascador                                                                        Tesoura de cortar chapa
   Limas várias                                                                    Jogo de botadores
   Alicate de pressão                                                           Chaves de fenda várias

   Estas algumas das ferramentas que um aprendiz deve ter na sua caixa.
   Há um grande número de ferramentas que terão de conhecer e que são ferramentas que estão geralmente no armazém de ferramentas e têm que as conhecer todas,pois em principio os oficiais vão pedir.

   Seguem alguns nomes:
   Comparador ou relógio                                                       Gambiarras 
   Cortadores de tubo de cobre                                              Extensões multiplas 
   Chaves de caixa com roquete                                              Extensões simples
   Conta fios de roscas                                                            Tirfores 
   Compasso de vara                                                              Diferenciais várias capacidades 
   Cadernais                                                                           Pull-lifts
   Charriots                                                                            Alavancas grandes                                              Equipo de oxi-acetileno                                                      Macacos mecânicos
   Equipo de oxi-corte                                                            Brocas de várias medidas
   Macacos hidráulicos varias capacidades                             Machos em mm e polegadas
   Aparafuzadora  inalambrica                                                Berbequins eléctricos vários tamanhos
   Rectificadoras angulares                                                     Rectificadoras lineares ou rectas
   Mini rectificadoras lineares ou rectas                                  Nível de precisão 
   Nível óptico                                                                       Nível laser
   Esquadra universal                                                             Gôniometro
   Gramìnho com riscador                                                      Graminho de precisão
   Cabedal boca de lobo ou bloco em v normal                      Cabedal boca de lobo ou bloco v magnético 
   Bloco em V de escadeados ( em escada)                            Bloco em V com grampo de fixação


  Há uma quantidade enorme de ferramentas que você pode tomar conhecimento através da Internet.
 Se não tem Internet pode aceder a qualquer ponto da Internet na sua localidade,o que seria muito proveitoso para você.
   Práticas que deve ter e que são as mais usuais para um aprendiz:
   Saber ler as medidas não só na fita métrica mas também no paquímetro ou peclise e micrómetro,que serão as ferramentas de medição que mais vai usar.
   Saber usar as limas e conhecê-las.
   Saber cortar ferro com serrote para ferro.
   Saber roscar um furo,e saber quais as brocas a usar conforme o macho a usar.
   Saber achar centros usando fita métrica,compassos de perna e bico,esquadro de centros,graminhos ou seja calibradores traçadores,compasso de bicos e até com o paquímetro.
   Quando for achar um centro com o paquímetro nunca use as pontas do paquímetro como riscador,use um riscador.
   Saber medir angulos com o gôniometro.
   Aprender a afiar uma broca e mais tarde com o tempo afiar um macho.
   Saber o que é um inclinómetro e para que serve.
   Saber o que é um cabedal boca de lobo ou bloco em V e para que serve.
   Saber o que é um desencavador e para que serve.Serve para retirar casquilho cónico do engenho de furar.
É bom que comece a familiarizar-se com a maquina de soldar eléctrica.
   
   Seguidamente umas quantas fotos de ferramentas aqui indicadas,que são menos conhecidas para um aprendiz.
   
   
    
   
                                                                         
   Graminho com base.




                                             Graminho de precisão.        





                                                                                                         





Goniômetro  medidoa de angulos
 Modelo antigo.







Goniômetro moderno.

















Inclinometro com base magnética..














Inclinometro digital.













cabedal boca de lobo ou bloco em V.
Adicionar legenda bloco em V magnético .






Bloco em V com grampos de fixação.








Bloco em V com ajuste angular.







   



Bloco escadeado ou em escada.










Processo de comparação com blocos em V magnéticos.










Berbequim com ase magnética.











         Berbequim normal manual.





berbequim de percussão pequeno,não profissional.








Havia muito que demonstrar mas vou deixar critério de cada um o procurar mais ferramentas.
   Despeço-me por hoje ,até à proxima..

                        MÁRIO SILVA




   
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Bombas centrifugas

Talvez por ser um dos elementos mais usados na industria mundialmente,hoje vou falar um pouco sobre bombas centrifugas.
   Digo um pouco porque este seria um tema bastante vasto por ser tão variado e importante.
   As bombas geralmente são classificadas como:
Turbo máquinas.
   Maquinas alternativas.
Maquinas rotativas.
   As bombas centrifugas são classificadas como turbo maquinas, e  são compostas por um impulsor,rotor ou de palhetas fixas ou móveis.
Vamos falar da bomba centrifuga de impulsor obliquo que obriga o fluxo a movimentar-se radialmente e também se diz de fluxo radial.
Existem outras que se dizem de fluxo axial e de fluxo misto mas vamos falar das mais comuns que são as centrifugas de fluxo radial.
   Vamos ver algumas fotos de aspectos de bomba centrifuga de difusor de turbina, das mais simples.














   Seguidamente desenho de dois difusores diferentes, de voluta e de turbina.



 Mostrando vista explosiva de bomba centrifuga.
Aspecto de bomba centrifuga com revestimento usado em líquidos com algum teor abrasivo.
Não será demais chamar a atenção para a importância que tem a manutenção,tanto preventiva como correctiva,para a durabilidade destas maquinas.
   Nas industrias que se presam têm que ter uma boa equipe de manutenção porque está provado que uma
industria que tenha um bom programa de manutenção,pode ter até uns 10% mais de produção e no final do ano por tanto um valor muito maior em lucros.
   Cuidados a ter com as bombas:
   1  o alinhamento tem de ser feito como manda o fabricante,com as tolerâncias devidas.
   2 verificar se o selo mecânico ou estoperas estão em boas condições,quer dizer se não está a gotear demasiado,isso quer dizer que não estão em boas condições.
   Dependendo de ser estopera ou selo mecânico,senão estão em condições estes vão causar danos nos rolamentos ou outros elementos existentes nas bombas e motores,quando isto acontece à que fazer a substituição de imediato.
Se houver uma bomba igual em espera substituir e reparar a danificada.
   No caso de ter prensaestopas e houver goteamento demasiado, verifica-se se ainda é possível apertar o prensaestopas se não for possível à que substituir o cordão,que segundo o tipo de fluido a bombear assim será o cordão correspondente informação que é dada pelo fabricante das bombas-
   Quando for colocar os cordões à que que ter em conta o corte do mesmo que será feito em diagonal mais ou menos metade da grossura do cordão,e um corte contrário um do outro para vedar bem.
   Dependendo do numero de voltas do cordão nunca colocar os cortes na mesma direcção colocar se são dois colocar ao contrario um do outro,se são mais colocar cortes a 45º,dependendo do numero dos mesmos,e assim sucessivamente.
   Se substituiu o cordão e apertou o prensaestopas não esquecer que depois de 45 horas deve fazer um novo ajuste nos mesmos e verificar se não goteia muito.
   Vista de vários tipos de cordão para prensaestopas.


   Foto de prensaestopas em corte.


3  Verificação por ruído é uma das formas de saber se os rolamentos estão em condições,assim como verificar a temperatura dos mesmos,senão tem um termómetro de infravermelho, use a mão.
   Se não tem um estetoscópio pode usar um tubo fino ou até mesmo um bocado de varão,colocando uma
ponta  encima da chumaceira e a outra ponta com o dedo posto e encostado ao ouvido,vai escutar se o ruído não é normal.
Se faz muito barulho e está muito quente à que substituir os rolamentos,o calor que se poderá aguentar com a mão será o termómetro, quando não se aguente quer dizer que o rolamento está a mais de 40 graus e deve-se substituir de imediato pois o dano poderá ser muito maior.
   Quando vá substituir os rolamentos não se esqueça de verificar as pontas dos veios se têm desgaste,assim como o alojamento dos rolamentos,ver se têm folga se têm deve-se substituir a carcaça, reparar se a reparação for possível e se vale a pena fazer-lo pois pode ficar demasiado caro. 
   Voltamos ao ponto 1,ao alinhamento.
   A bomba e o motor deve trazer uma flange já montada pronto para ser alinhado.
   Juntamente deve vir a informação sobre as tolerâncias,tanto radial como axial que sempre é dada pelo fabricante,e esta é segundo o tamanho do acoplamento.
   Para alinhar uma bomba com o motor deve-se ter em conta a superfície onde se vai montar as maquinas,
estas devem estar bem limpas e sem moças,portanto a superfície bem lisa.
   Em principio estes equipamentos vão ser montados sobre uma base construída em ferro(aço macio) e de acordo com as exigências do fabricante, ou numa fundação em cimento armado contigua à fundação do motor que também traz uma base em ferro.
   Em geral vêm com a base de ferro e pronta a ser montadas as maquinas.
   Para fazer o alinhamento vamos necessitar de:
   Um comparador com base magnética
   Uma escala ou régua  metálica de 150 mm
   Um apalpa folgas ou calibrador de folgas.
   Um paquìmetro de preferência digital
   Uma tesoura de cortar chapa.
   Um jogo de calços para ajustes.
   E caixa de ferramentas de mecânico industrial.
   Seguidamente exemplos dos elementos acima mencionados.



Régua ou escala de 150 mm




     Apalpa folgas ou calibrador de folgas




Paquímetro digital 
.





Jogo de calços para máquina









Exemplo de calço para maquina.





Os calços também vinham em rolos e de várias medidas em centésimos de milímetros mas já não se usa é uma perda de tempo e não ficam iguais.

 Tesoura para cortar chapa.

  O processo de alinhamento é feito da seguinte maneira.
  Talvez haja outras maneiras de alinhar bombas mas vai dar tudo ao mesmo,depende do conhecimento e da prática  de cada um.
   Primeiro coloca-se a bomba no sitio com os parafusos colocados sem apertar, e com a escala ou régua aproxima-se o acoplamento,ou seja o lado do motor com o lado da bomba,deixando uma folga de 3 mm entre as duas caras se não é um acoplamento muito grande.
   Quando já esteja mais ou menos alinhado, com a régua na parte de cima do acoplamento,e de maneira a apanhar a outra polia do acoplamento, que neste caso por lógica seria a do motor que estaria mais alta ,vamos mantendo  a régua bem firme,colocar o apalpa  folgas no espaço entre a polia do motor e  a polia
 da bomba,e por debaixo da régua com o apalpa folgas verificar qual a medida da diferença entre ambas.
   Por exemplo se for de 2 mm já sabemos que a bomba tem que subir 2 mm,assim a bomba ficará mais ou menos alinhada na altura.
   Agora com a régua posta lateralmente vamos deixar o acoplamento alinhado lateralmente.
   Vamos apertar bem os parafusos.
   Seguidamente vamos colocar o comparador na polia da bomba e esta deve ser fixa no furo roscado que fica no canhão do acoplamento neste caso um acoplamento flexível como mostra a foto.
   
   Como se pode verificar as duas polias a da direita seria a do motor a da esquerda a da bomba.
  Vejam bem o furo roscado à esquerda e encima,com o comparador colocado vamos proceder à leitura do comparador, este deve ter ficado de maneira que possa dar a voltas 360 graus para se verificar as leituras.
   As leituras devem ser anotadas num bloco para serem comparadas depois, e verificar as diferencias.
   Acoplamento elástico, em baixo.




     Acoplamento  por fluído em baixo.


   Havia uma quantidade muitíssima grande de acoplamentos e muitos deles bem complicados quanto a seu funcionamento mas como estamos nos mais simples não nos vamos alargar.
   Conforme a leitura do comparador assim teríamos que colocar os calços debaixo das patas da bomba até
a bomba ficar alinhada dentro das tolerâncias pedidas pelo fabricante
   Actualmente já não se usa o método por relógio comparador.mas sim uma ferramenta a laser que levará muito menos tempo.
  Se com o comparador se levasse 3 horas por exemplo com esta ferramenta levar-se-ia nem meia hora.
  Junto foto de dita ferramenta.
 Claro que para manejar este equipo tem de se ter uma pequena especialização que é feita com o próprio catalogo que vem com a ferramenta,e é lógico que a pessoa tem de ter uns certos conhecimentos mas não muitos,não é difícil manejar e é bem verdade que se poupa muito tempo e é muito mais preciso.
   Seguidamente uma foto de maquinas estacionaria e móvel,portanto motor e bomba com a ferramenta colocada sem o visor como se pode verificar encima, para ser comparado o acoplamento.
   




   Bem caros amigos muitíssimo mais haveria que dizer pois como disse ao principio, este é um assunto de muita variedade o que levaria a que se tivesse que escrever um livro e essa capacidade não está ao meu alcance.
  Desta vez alonguei-me um pouco mais mas creiam que foi com gosto,espero que sirva de algo,despeço-me uma vez mais cordiais comprimentos.

                                                                 MÁRIO SILVA

















domingo, 9 de março de 2014

Mancal de encosto axial para forno rotativo


   Nos mancais deslizantes para rolos de passeio nos fornos de cimento ,tanto de esforço radial como axial à
que ter em conta o ajuste ou folga entre o casquilho e o eixo pois daí a eficiência e durabilidade dos casquílhos.
   Antigamente este ajuste era feito à mão com uma ferramenta chamada rascador o qual era um trabalho de precisão e de muita paciência.
   Talvez porque nessas fabricas não houvesse maquina adequada para fazer o rebiaxo pois tinha de ser uma fresadora bem grande,estamos a falar de casquilhos de 500 mm de diametro e até mais,e de rolos com mais de 1000 mm de diametro por 500 mm de largura. 
   Podem calcular o peso que tinham esses equipamentos para os quais eram necessários diferenciais de elevação para colocar ditos equipamentos no sitio onde se ia realizar esses trabalhos.
Eu e colegas meus fizemos muitos desses trabalhos a pulso,estou a falar de elevar peças com oitenta e mais toneladas,as virolas do forno de cimento assim como as bases e os mancais com rolos de apoio para depois
serem montados nos respectivos lugares.
   Hoje já vem pronto da oficina do construtor e como poderão observar os canais e furos assim como os rebaixos para lubrificação.
   Como poderão observar nesta foto de casquilho,pronto a ser montado

   Ao lado daquela zona mais brilhante é a zona de acumulação de óleo que vai permitir com maior facilidade a quantidade de óleo necessária e portanto manter a película protectora do bronze,que é o mais importante.
   Em baixo,outro aspecto de mancais , casquilhos mostrando zona de lubrificação e roce,as partes mais claras são as zonas de roce.
    Antigamente para se chegar a esta situação havia que abrir e fechar muitas vezes o mancal para se poder ajustar o casquilho.
   Era da seguinte forma que se procedia:
   Misturava-se um pouco de pó de zarcão com óleo e untava-se uma película muito fina à volta do veio do
rolo e com o casquilho muito bem limpo colocava-se o veio do  rolo dentro do mancal punha-se a tampa   apertava-se não muito para se poder dar voltas ao rolo e assim marcar no casquilho.
   Neste caso as zonas a rasquetear eram as que mais claras estão,pois são onde o veio faz mais pressão eliminando o zarcão e são as zonas mais sobressaídas.
   Continuava-se a fazer as vezes que fosse necessário ate que a cor nos casquilhos ficasse quase toda igual
como mostra a figura anterior.
   Todos os mancais deste tipo têm sistema de lubrificação forçada e de arrefecimento por circuito continuo de agua,principalmente nos equipamentos sujeitos a muito calor,como os fornos de cimento.
   Nos fornos rotativos cada grupo de rolos são,conforme o comprimento do forno,compostos de um grupo esquerdo e um direito e cada grupo por um rolo, que vão ser que apoiados numa mesa ou base de
assentamento ou montagem conforme se pode ver na figura seguinte  
 Assinalados a cor verde são os mancais e a base, os dois rolos acinzento claro,a cinzento escuro parafusos de alinhamento que são oito mas só se vê um.
   Este é um equipamento usado.




As bases de apoio dos rolos são montadas sobre fundações de cimento armado,as quais são construídas
com a altura necessária a contar com todas as medidas a serem adicionadas posteriormente.
   É feita uma primeira montagem muito aproximada da medida final,neste caso a altura a que vai ficar a base,para em seguida  se colocar os chumbadores ou pernos de fixação e colocar o cimento.
Só depois de seco é que se vai fazer a segunda verificação na altura,porque a secagem contrai o cimento causando uma variação na altura,que será compensada posteriormente.
  Nas bases ou já vinham marcadas,ou eram marcadas depois as linhas de referência para a montagem dos mancais que geralmente tinham como referência o centro tanto longitudinal como transversal.
   Anteriormente já tinham sido marcados os centros nos mancais tendo como referência o centro dos veios.
   As bases tinham uma inclinação 2 ou 3% conforme o comprimento do forno que seria a inclinação que iria
ficar o forno no total do comprimento.
   Esta verificação de inclinação é feita com uma ferramenta chamada inclinómetro micrométrico.
   Actualmente estes aparelhos são digitais e até computarizados.
Nos ajustes finais são usados os teodolitos que são manejados pelo engenheiro responsável pela montagem.  O comprimento total de cada forno assim como o diametro,poderiam variar segundo a produção pedida pelo cliente,podia variar entre os 4 metros ou 6 metros de diametro e 60 ou 100 metros ou mais de comprimento.
   Era de extrema importância a distância entre eixos dos veios nos rolos,mas esse calculo já vinha feito pelos engenheiros da empresa construtora.
   Estas operações eram feitas depois de já estarem preparadas para soldar o grupo de virolas a serem soldadas,e assim  puderem  rodar o grupo para se soldar continuamente.
   Actualmente a soldadura é do tipo de arco submerso que é uma soldadura que fica perfeita e sem poros.
   Antigamente eram feitas com eletrodos de oito mm, por várias camadas e por vários soldadores.
   A  soldadura por arco submerso é feita de uma só vez e fica perfeita,claro que sempre se fará a prova de radiografia pois é muito importante que não fiquem poros na soldadura. 
   Um poro na soldadura levaria a uma rachadura que provocaria o rebentamento de toda a soldadura e assim a separação das virolas. 
   Em seguida foto do aspecto do conjunto anel e rolos de passeio de forno de cimento usado.

   Quando numa montagem nova se alcança a situação aqui demonstrada em seguida é efectuada a operação
de verificação do paralelismo entre o anel e os rolos de passeio,
   Para se efectuar essa medição era colocado um macaco hidráulico de grande potencia debaixo do anel de passeio que já tinha um dispositivo preparado para não deixar rodar  o grupo de virolas e  era levantado 1 mm em relação aos rolos .
   As superfícies devem ficar o mais paralelas possível e para isso era usado o sistema do fio de chumbo,que consistia em colocar um fio de chumbo de 3 mm de diametro a toda a largura do rolo e fazer passar entre as duas superfícies ficando o fio de chumbo aplastado
   Em seguida agarrando-se o fio de chumbo com muito cuidado e identificando o lado esquerdo e o lado direito a que foi feita a operação em relação à posição dos rolos,vai se medir com um micrómetro a grossura a que ficou o fio de chumbo anotando cada medida da esquerda para a direita ou ao contrário sem
nunca trocar ou confundir as medidas.
   Mediante essas medições  verificava-se qual o lado que tinha  maior diferença.
   Por exemplo lado esquerdo media 1.50 mm e o outro lado 1.56,logo havia uma diferença de 0-06 mm
o que quer dizer que o rolo tinha que ser mais ajustado no lado direito.
   Depois de ajustado tinha-se que voltar a medir e assim sucessivamente até que a medida ficasse na tolerância pedida,esta tolerância é sempre dada pelo fabricante.
Antes que vocês me perguntem vou explicar como se vai ajustar os 0.06 mm de diferença nos rolos.
   Estamos de frente para o anel de passeio e rolos,vamos desapertar os dois parafusos da direita que fixam
o mancal à base assim como o posterior do lado esquerdo,ficando o do lado esquerdo frontal não muito apertado e vamos colocar um comparador (relógio) com base magnética de precisão na parte posterior e o mais à ponta possível do rolo e bem no centro de maneira a que se possa fazer a leitura no comparador,por tanto três parafusos desapertados.
   Colocamos o comparador a zero e em seguida com a ajuda do parafuso de ajustar frontal direito vamos
ajustar ao mesmo tempo que outro companheiro vai lendo o comparador.
   A diferença que existia na medida no fio de chumbo é de 0.06 mm,portanto vamos ajustar apenas 0.04 mm,para que se possa compensar o outro lado.
   Como devem ter verificado 0.06 mm é uma diferença  muito pouca e ter-se-a que ser muito precisos no ajuste,pois um só  um pequeno toque o ajuste pode ser demasiado,mas para isso foi colocado o comparador para verificar o avance do rolo.
   Bem espero mais uma vez contribuir para os vossos conhecimentos despeço-me cordialmente:
   MÁRIO SILVA.










 






                                                 



















quarta-feira, 5 de março de 2014

Mancais de deslizamento.


Como devem saber há uma enorme quantidade de mancais e podem ser de deslizamento ou de rolamentos.
   Os de rolamentos caracterizam-se pela componente ROLAMENTO,e são usados em equipamentos com 
velocidades muito superiores as dos de deslizamentos.
   Muito embora alguns equipamentos com baixa velocidade usem rolamentos,são os de deslizamento os mais usados em baixa velocidade,tais como fornos rotativos, moinhos,britadores,transportadores,geradores,
um sem número de maquinas e equipamentos.
   Nestes mancais são usados vários materiais de deslizamento e são os mais conhecidos o metal branco.os bronzes e os componentes metal-polímeros estes últimos os mais modernos,e segundo informações os mais 
eficientes e duradouros.
   Vamos falar dos mancais de deslizamento que usam o metal branco e que se usam  há muito tempo e  se encontram em muitas máquinas antigas.

    
    Na foto um exemplo de mancais de deslizamento com casquilho de bronze,a diferença entre este e o de metal branco é só o material ocupado pelo bronze.
   Outro aspecto de mancais por deslizamento é a figura seguinte.

     Vê-se o mancal com os casquìlhos em bronze num rolo calibrador de máquina de papel.
   Seguidamente vista de mancal com semi-casquilho inferior em bronze e tapa.
   A figura que se segue,vista da base de mancal, que vai servir como exemplo para fazermos o enchimento a metal branco.
   Supondo que o mancal está completo e com desgaste,vamos proceder a como recuperar-lo.
   Primeiro retirar o metal branco antigo,como:
   Com um maçarico de dar calor fazemos derreter dito material,não desperdiçando o mesmo,ou seja aproveitando para dentro de um recipiente que mais tarde vai ser usado para derreter o novo material´
   Seguidamente vamos limpar o interior das duas partes muito bem de maneira a ficar livre de qualquer resíduo e gorduras.
   Com uma mó colocada numa rectificadora recta,rectificar  toda a zona a ser enchida, sem deixar
partes com brilho,e que fique com a cor do material.
   Logo vamos proceder à operação de estanhar as duas partes do mancal, aquecendo uma de cada vez.
   Entretanto preparamos um recipiente com ácido clorídrico e juntamos uns bocadinhos pequenos de folha de zinco misturamos até que o zinco comece a ficar como comido,ai esta pronto o desoxidante para limpar as superfícies a estanhar,que para misturar usamos um pouco de trapo na ponta de um arame.
   A temperatura desejada seria a de  fusão do estanho 235º,mas fazemos da seguinte forma.
   Conforme vamos dando o calor por igual em toda a peça vamos experimentando  ate que o estanho comece a derreter ao mesmo tempo vamos passando o arame com o trapo embebido no desoxidante e passamos a toda a superfície a ser estanhada,de maneira a que o estanho fique agarrado.
   Ao finalizar o estanhar vamos proceder á preparação da peça para ser cheia .
   Consegue-se uns bocados de lamina de 2 mm ou mais conforme a espessura existente no espaço macho fêmea, e corta-se umas tiras da largura igual ao assentamento da tampa com a base, para deixar espaço depois do enchimento ser cortado e separar as duas partes,estou falar do espaço macho fêmea que posiciona base com a tampa.
   Vamos preparar o dispositivo que vai deixar o núcleo do enchimento na medida a ser maquinado,que consta de um bocado de lamina de 5 mm ou mais e um bocado de tubo da medida que queremos que fique
o núcleo,se queremos maquinar o núcleo a 50 mm teremos que colocar um tubo de pelo menos 40 mm afim de se ter material suficiente para maquinar,colocamos os parafusos e apertamos.
   Soldamos o tubo à chapa na perpendicular sem que a solda ocupe muito espaço e colocamos o mancal sobre um dos lados.
  Como os lados do mancal são maquinados estes vão dar um assentamento correcto.
    Vamos proceder ao enchimento.
    Temos o recipiente com o metal branco que pomos a derreter ate ficar bem liquido,ao mesmo tempo começamos a aquecer o mancal totalmente por igual,fazendo a mesma prova quando do estanhar e quando começar a derreter o estanho está pronto para se encher.
   O mancal deve ser aquecido antes de ser colocado no dispositivo,tubo soldado,só depois de estar bem quente é que se coloca o mancal no dispositivo,isto para não aquecer o tubo pois se aquecer o tubo pode eventualmente acontecer que o metal branco vá ficar agarrado ao tubo.
   Manter sempre o calor mais ou menos igual até se terminar de encher.
   Quando o mancal estiver totalmente frio desapertamos os parafusos e retiramos as laminas suplementos
que estão no espaço macho fêmea e com o serrote de ferro cortamos o metal branco com muito cuidado,de maneira que fique o mais direito possível para assim não falhar material para a operação a seguir.
   A operação seguinte consta de levar o mancal à fresadora e colocar o mancal numa prensa de maneira a que se possa retirar o metal branco excedente.
   Esta operação deve ser feita com o maior cuidado pois dela depende rigorosamente fechar a tampa com a base.
   Depois desta operação colocam-se de novo os parafusos e aperta-se bem e verifica-se se o assentamento macho fêmea está correto, seguidamente vai ser enviado para o torno.
   Com um dispositivo colocado a 90º no prato do torno e rigorosamente comparado vai-se maquinar o que
será o furo,claro que isso será trabalho respeitante ao Torneiro ,ou se você estiver devidamente preparado para o fazer e dará a respectiva folga a condizer com o veio. 
   Fazer os furos e canais de lubrificação posteriormente compete ao serralheiro mecânico.
   Mais uma vez espero que tenham gostado,muito mais haveria que dizer mas talvez numa próxima mensagem Ate´à próxima.     MÁRIO SILVA  

P.S:.
   Desculpem as minhas posteriores correcções,mas há dias que acontece isso mesmo,as coisas não saem como se gostaria.












segunda-feira, 3 de março de 2014

Fazer cinzel ou buril de urgência.

Em certas alturas de trabalho temos que ser criativos e inventar algum tipo de ferramenta.
    Eu tive a sorte de ter tido uns mestre não só na escola técnica como quando era aprendiz,muito bons.
    Se tinha que fazer um cinzel especial, porque nem sempre se tem um à medida,eu fazia,havia que conseguir o material,o que nem sempre era fácil.
   Fazíamos um cinzel ou um buril de 6 mm de diametro e não era muito difícil,pois nós fazíamos compassos,
esquadros,meias esquadras,ajudava-mos na forja a fazer candeeiros enfim uma boa prática.
    Na minha vida profissional de muito me serviram esses conhecimentos.
    Foi necessário em dado momento fazer um escopro  ou cinzel especial e no deposito de materiais não havia o material indicado,então tive que conseguir na sucata dito material.
    Pois bem quando não se tem dito material identificado deve-se proceder a fazê-lo e da seguinte forma.
   Levamos o bocado do aço ao esmeril de bancada vamos desbastar um pouco,verificando as fagulhas que
saem .
   Se as fagulhas são amareladas sem estrelas,quer dizer esse material é o chamado ferro ou seja aço macio,
se as fagulhas são amarelas mas com estrelinhas brilhantes,quer dizer que esse aço tem uma quantidade de 
carbono,se as estrelas são de um amarelo quase encarnadas esse é um aço rápido.
   O aço rápido não serve para ferramentas desse género mas o outro sim.
   Na sucata consegui uma válvula de motor com a qual construí dito cinzel usando um maçarico de cortar  o que não é muito conveniente pois a mistura do acetileno com o oxigénio não e bom para o carbono que existe no aço.
   Depois de fazer o cinzel e ajeitar-lo no esmeril de bancada procedi à tempera levando o aço a uma cor de
cereja claro e mergulhei em óleo que logicamente ficou muito duro.
   Em seguida lixei a parte temperada até ficar da cor do aço cinzento brilhante.
Seguidamente com um bocado de lamina de 1.5 ou 2 mm,com o maçarico por baixo e fazendo o cinzel rodar de vez em quando para que ficasse o calor mais uniforme, fiz um revenìdo a ficar cor amarelo palha escuro e assim ficou pronto o cinzel,experimentei  a ver se estava bom,não se partiu se se partisse teria que fazer todo de novo.
   Os aços são muito variados e cada um tem o seu uso na construção das ferramentas ou maquinas se necessitarem alguma informação mais profunda sobre este assunto é só pedirem,
Obrigados pela atenção dispensada. MÁRIO SILVA


     

    

sábado, 1 de março de 2014

O uso de tubos na automatização industrial




Ora bem quando na automatização industrial se usava nos vários circuitos pneumáticos de médias e baixas pressões, era muito comum ver-se tubos de cobre ou de latão para conectar  aos vários elementos,tais como manómetros,electrovalvulas,pressostatos,cilindros pneumáticos etc.,etc..
    Geralmente nestes  tubos as pontas eram rebordeados,o que se utilizava um dispositivo chamado
rebordeador.
    Ao usar este dispositivo havia que ter muito em conta o estado em que se encontrasse as pontas dos tubos,pois disso dependia ficar um bom trabalho.
   Para tal efeito usa-se um cortador de tubos,nunca usar um serrote para ferro a não ser em um caso extremo onde não haja um cortador, pois as pontas poderiam não ficar direitas.
    Sempre, depois de se cortar um tubo de cobre,e antes de rebordear deve-se verificar se não ficou dentro
do tubo alguma limalha ou rebarba ,pois isso seria muito prejudicial para qualquer elemento dos antes referidos,uma limalha vai obstruir qualquer desses elementos e causar um grande prejuízo no circuito em questão.
    Depois de se cortar um tubo por precaução deve limpar o mesmo com uma pistola de ar comprimido e assim temos a certeza de que este ficará bem limpo,não esquecer de colocar as porcas que vão ser utilizadas,e com as posições corretas,ou seja a parte da rosca para o lado do rebordeado
    Depois segue-se a operação de rebordear que para que fique com o rebordeado mais perfeito há que
recozer o tubo nas pontas ou se se quer facilitar as curvas a fazer deve recozer o tubo todo.
    Para recozer o tubo deve ter bem perto um recipiente com água que tenha capacidade para mergulhar o tubo completamente e utilizando um maçarico dar calor até que fique de cor cereja bem claro, mergulhar totalmente o tubo,cuidado não dar demasiado calor para não queimar e assim danificar o tubo.
    Seguidamente limpar o tubo com a pistola de ar comprimido.
    Nos tubos de cobre também são usados os chamados casquilhos bícones,que são anéis de latão que têm uma conicidade nos dois lados,e por acção do aperto da porca da conexão vão vedar,fazendo pressão contra o tubo.
    Estes bícones são usados também em mangueiras de poliúretano,políamida,alumínio etc, etc,
    Uma ferramenta usada para eliminar as rebarbas nos tubos de cobre ou latão é o escareador
Ou usar o mais prático que um elementos que está inserido nos cortadores de tubo que é uma navalha em ponta de V que serve justamente par tal efeito.
A automatização e automação industrial são disciplinas muito apaixonantes e que para as quais se tem de ter uns conhecimentos bastante razoáveis,são disciplinas que eu aconselho a estudem pois são o futuro.
Mais uma vez me despeço,tenham um bom fim de semana, MÁRIO SILVA.
P.S. junto envio foto da ferramenta em questão.